{"id":358,"date":"2024-05-02T14:40:44","date_gmt":"2024-05-02T14:40:44","guid":{"rendered":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/?page_id=358"},"modified":"2024-05-14T08:56:59","modified_gmt":"2024-05-14T08:56:59","slug":"biografia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/biografia\/","title":{"rendered":"Biografia"},"content":{"rendered":"<h2><span class=\"T_1\">Biografia<\/span><\/h2>\n<p class=\"T_3\"><a href=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/child.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-422 alignright\" src=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/child.jpg\" alt=\"Jo\u00e3o em pequeno\" width=\"183\" height=\"209\"><\/a>Jo\u00e3o Miguel Antunes Aguardela nasceu em Lisboa ao segundo dia de Fevereiro de 1969. O mesmo dia em que nasceu o irland\u00eas James Joyce (1882), j\u00e1 circulava o comboio em Inglaterra (desde 1836), poucas semanas antes de Portugal ser atingido por um sismo de 7,3 na escala de Richter. Filho primog\u00e9nito de Jos\u00e9 Manuel e Gabriela, muitos anos funcion\u00e1rios de uma companhia de seguros. Irm\u00e3o do Pedro, neto da av\u00f3 Maria, sua grande e eterna refer\u00eancia. Sportinguista, mas nada fan\u00e1tico. Com tranquilidade. Escola Prim\u00e1ria n\u00ba 29, na Rua do Telhal, em Lisboa. Antes de correr o pa\u00eds e o mundo, fez parte do Grupo C\u00e9nico Juvenil e correu pelo Desportivo Monte Real, em Tires, Cascais, colectividade na qual deu os primeiros passos na m\u00fasica. Com a camisola do bairro onde tantos anos viveu e ao qual sempre voltou. Nem que fosse para tomar o caf\u00e9 ap\u00f3s o almo\u00e7o e cumprimentar as pessoas.<\/p>\n<p class=\"T_3\" style=\"padding-left: 40px;\"><i>\u00ab(&#8230;) O meu bairro \u00e9 festivo\/ o meu bairro \u00e9 alegre\/ o meu bairro \u00e9 Portugal<br \/>\n(&#8230;)\u00bb (in No Meu Bairro, Sitiados, 1993).<\/i><\/p>\n<p class=\"T_3\"><i><i><a href=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ler_jornal.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-473 alignleft\" src=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ler_jornal.jpg\" alt=\"\" width=\"208\" height=\"292\"><\/a><\/i><\/i>A m\u00fasica cativou-o cedo. Autodidata, insistiu que queria uma guitarra e conseguiu-a. Os Clash e Bowie come\u00e7aram a ser refer\u00eancias, os Xutos levavam-no ao Rock Rendez Vous e a impulsionar amizades com quem corria o pa\u00eds para ver a maior banda rock portuguesa.<\/p>\n<p class=\"T_3\">O liceu na Escola Secund\u00e1ria Fernando Lopes Gra\u00e7a, na Madorna, a amizade com Jos\u00e9 Francisco Resende, o M\u00e1rio Miranda numa paragem de autocarro a tratar de arranjar o baixo, depois o Fernando Fonseca na bateria, fizeram o resto. Ingredientes suficientes para os ef\u00e9meros Hyperactiv Child, depois Meteoros, antes de Sitiados.<\/p>\n<p class=\"T_3\"><i>\u00abSabes bem o que te digo\/ Quando pe\u00e7o pra sair contigo\/ Sabes bem o que desejo\/ Quando te vejo\/ Quando olhas pra mim\u00bb, in Quando te vejo, Meteoros, 1987. <\/i><\/p>\n<p class=\"T_3\">Exist\u00eancia fugaz.<\/p>\n<p class=\"T_3\">Um mete\u00f3ro que o Jo\u00e3o, talvez pelo estilo veraneante-pop da m\u00fasica, fez quest\u00e3o de apagar do seu mapa art\u00edstico, da sua geografia de afectos musicais.<\/p>\n<p class=\"T_3\"><a href=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/sitiados_b.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-507 alignright\" src=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/sitiados_b.jpg\" alt=\"\" width=\"186\" height=\"249\"><\/a>Em finais de 1987 nasciam os Sitiados.<\/p>\n<p class=\"T_3\">Dinamizados pelo Jo\u00e3o, concorrem ao 5\u00ba Concurso de M\u00fasica Moderna do Rock Rendez-Vouz e ficam em 2\u00ba lugar, atr\u00e1s da banda do seu primo Artur Costa, os Easy Gents (mais tarde Ritual Tejo) e \u00e0 frente dos Agora Colora. Com apupos para a decis\u00e3o do juri, tal tinha sido impressionante a actua\u00e7\u00e3o daquele rapaz de bon\u00e9 a acorde\u00e3o a cantar o Soldado.<\/p>\n<p class=\"T_3\"><i>\u00abEsta esterna guerra\/ que me obriga a ser soldado\/(&#8230;) Liberdade onde vais? Liberdade onde cais?\/ Esta luta \u00e9 por te amar (&#8230;)\u00bb, in Soldado, Sitiados, 1988. <\/i><\/p>\n<p class=\"T_3\">Na colect\u00e2nea &#8220;Registos&#8221; do Rock Rendez Vous aparece o tema &#8220;A Noite&#8221; que, anos mais tarde seria gravado pelo colectivo Resist\u00eancia, tornando-se um mega-\u00eaxito. Jo\u00e3o Aguardela ouviu a vers\u00e3o, pela primeira vez, quando j\u00e1 abandonava o recinto da Festa do Avante, ao lado de amigos, em 1991. Deu uma gargalhada e seguiu viagem.<\/p>\n<p class=\"T_3\">Antes ainda, entra para a banda o acordeonista Manuel Machado (ex-Essa Entente). Faz uma digress\u00e3o pelo pa\u00eds, de Vouzela ao Lu\u00eds Armastrondo na Ribeira do Porto, em Dezembro de 1989, num hist\u00f3rico fim-de-semana que culminou com um concertode matin\u00e9 no Domingo, em jam session, com os lisboetas Clandestinos, com quem os Sitiados partilhavam palcos e cumplicidades nesses primeiros anos da banda. Nessa tarde, no palco da m\u00edtica sala portuense, Aguardela cantou &#8220;Brand New Cadillac&#8221; dos Clash. Pouco tempo depois Machado sai do grupo e \u00e9 substitu\u00eddo por Sandra Baptista, futura companheira do Jo\u00e3o. Entram tamb\u00e9m Jorge Buco (bandolim, que j\u00e1 tinha feito trabalhos de fotografia para a banda) e o baixista Jo\u00e3o Marques (ex-Clandestinos) que substituiu M\u00e1rio Miranda, realizador na RTP. Jos\u00e9 Resende passa a colaborar com o grupo apenas em est\u00fadio e na composi\u00e7\u00e3o, dedicando-se \u00e0 sua actividade profissional, a Engenharia.<\/p>\n<p class=\"T_3\">Mesmo sem qualquer disco editado, os Sitiados faziam, num ano, quase uma centena de concertos. O grupo pondera a grava\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum ao vivo (&#8220;Naufr\u00e1gio&#8221;), com o objectivo de fazer uma edi\u00e7\u00e3o de autor. Mas o culto crescente, o sucesso de temas como &#8220;Vida de Marinheiro&#8221; nos tops de r\u00e1dios locais e os conhecimentos da nova manager, Laura Diogo, atiram a banda para outros v\u00f4os.<\/p>\n<p class=\"T_3\">Assinam com a multinacional BMG, dirigida em Portugal por T\u00f3-Z\u00e9 Brito e lan\u00e7am o \u00e1lbum &#8220;Sitiados&#8221; no in\u00edcio de 1992. O tema &#8220;Vida de Marinheiro&#8221; lan\u00e7a-os para o sucesso; o \u00e1lbum de estreia vende mais de 40 mil c\u00f3pias. Com Aguardela aos comandos, os Sitiados d\u00e3o v\u00e1rios concertos para dezenas de milhar de pessoas no pa\u00eds e no estrangeiro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Aguardela.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-396 alignleft\" src=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Aguardela.jpg\" alt=\"\" width=\"175\" height=\"250\"><\/a>Entram para o grupo Ani Fonseca (guitarra) e Jorge Quadros (bateria, ex-Delfins), em substitui\u00e7\u00e3o de FernandoFonseca. Jorge Ribeiro (trombone), Jo\u00e3o Cabrita (saxofone) e Jo\u00e3o Marques (trompete) s\u00e3o a sec\u00e7\u00e3o de metais que vem dar um outro f\u00f4lego \u00e0 banda.<\/p>\n<p class=\"T_3\">Em Junho de 1993, Jo\u00e3o Aguardela e os Sitiados participam no espect\u00e1culo &#8220;Portugal ao Vivo&#8221;, no Est\u00e1dio de Alvalade. O segundo \u00e1lbum, &#8220;E Agora?!&#8221;, \u00e9 editado em Setembro. No disco participam Viviane (Entre Aspas), Paulo Bragan\u00e7a e Jo\u00e3o Ribas (ex-Censurados, actualmente Tara Perdida). \u00c9 editada a compila\u00e7\u00e3o &#8221; Johnny Guitar&#8221; que inclui o tema &#8220;Marcha dos Electrodom\u00e9sticos&#8221;, uma adapta\u00e7\u00e3o que os Sitiados fazem de &#8220;A minha Sogra \u00c9 Um Boi&#8221; dos Mata-Ratos. Tema gravado num s\u00f3 <i>take<\/i>, numa memor\u00e1vel noite de folia na sala de ensaios dos Sitiados, no Restelo.<\/p>\n<p class=\"T_3\">O final de 1993 \u00e9 marcado por um concerto de consagra\u00e7\u00e3o da banda de Jo\u00e3o Aguardela. A 11 de Dezembro actuam no Pavilh\u00e3o Carlos Lopes, tendo na primeira parte o fadista Paulo Bragan\u00e7a acompanhado por Fernando Fonseca, M\u00e1rio Miranda e Jos\u00e9 Resende, membros fundadores dos Sitiados. Tocaram temas do in\u00edcio da banda, como &#8220;Abril&#8221;, &#8220;Amanh\u00e3&#8221;, &#8220;E Ela Cega&#8221; e &#8220;Junto ao Rio&#8221;.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"T_3\" style=\"padding-left: 40px;\"><i>&#8220;Ai junto ao rio\/Onde Estou\/Quero ficar&#8221;, in Junto ao rio, Sitiados, 1988. <\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"T_3\">No ano seguinte, os Sitiados participam na compila\u00e7\u00e3o dedicada a Ant\u00f3nio Varia\u00e7\u00f5es, &#8220;As Can\u00e7\u00f5es de Ant\u00f3nio&#8221; com o tema &#8220;O Corpo \u00c9 Que Paga&#8221; e em &#8220;Filhos da Madrugada&#8221; com &#8220;A Formiga No Carreiro&#8221;, numa homenagem a Jos\u00e9 Afonso que tem direito a espect\u00e1culo ao vivo em Alvalade. Nesse ano, muito merecidamente, Jo\u00e3o Aguardela recebe o Pr\u00e9mio Revela\u00e7\u00e3o da Sociedade Portuguesa de Autores.<\/p>\n<p class=\"T_3\">Em 1995 \u00e9 editado o terceiro \u00e1lbum dos Sitiados, &#8220;O Triunfo dos Electrodom\u00e9sticos&#8221;, que inclui uma vers\u00e3o de &#8220;L\u00e1 Isso \u00c9&#8221; de S\u00e9rgio Godinho, m\u00fasico consagrado mas razoavelmente desconhecido do p\u00fablico mais jovem, at\u00e9 ao convite de Jo\u00e3o Aguardela..<\/p>\n<p class=\"T_3\">Em 1996 \u00e9 editado o quarto disco do grupo que volta a receber o nome &#8220;Sitiados&#8221;. O disco inclui uma vers\u00e3o de &#8220;A Menina Y\u00e9 Y\u00e9&#8221; do Conjunto Ant\u00f3nio Mafra (&#8220;o maior conjunto rock portugu\u00eas&#8221;, diria o Jo\u00e3o, para quem \u00abAnt\u00f3nio Mafra \u00e9 o av\u00f4, o S\u00e9rgio Godinho o pai e os Sitiados os filhos\u00bb.<\/p>\n<p class=\"T_3\"><a href=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/joao_meg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-472 alignright\" src=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/joao_meg.jpg\" alt=\"\" width=\"170\" height=\"190\"><\/a>Em 1997, Jo\u00e3o Aguardela edita o primeiro disco do projecto Megafone, o seu projecto mais pessoal, de roupagem contempor\u00e2nea para recolhas de m\u00fasica tradicional portuguesa de Michel Giacometti e Jos\u00e9 Alberto Sardinha. Megafone 2 e 3 s\u00e3o fabricados e lan\u00e7ados por Aguardela nos anos seguintes (o derradeiro Megafone 4 veria a luz do dia apenas em 2006).<\/p>\n<p class=\"T_3\">Em 1999, os Sitiados est\u00e3o no disco &#8220;XX Anos XX Bandas&#8221;, uma colect\u00e3nea de homenagem aos Xutos &amp; Pontap\u00e9s, com o sucesso &#8220;P&#8217;ra Ti Maria&#8221;. Entra para a bateria Samuel Palitos (ex-Censurados), que tamb\u00e9m participaria em Megafone, juntamente com Sandra Baptista . O grupo passa da BMG para a Sony, que edita o disco &#8220;Mata-me Depois&#8221;, com produ\u00e7\u00e3o de Marsten Bailey.<\/p>\n<p class=\"T_3\">Amigo de Jo\u00e3o Aguardela dos tempos da Faculdade de Direto de Lisboa, Rodrigo Dias \u00e9 outro protagonista na vida musical de Aguardela, tendo integrado v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es dos Sitiados e Megafone; isto para al\u00e9m de um projecto que nunca chegou a sair da sala de ensaios, j\u00e1 ap\u00f3s o fim dos Sitiados.<\/p>\n<p class=\"T_3\"><a href=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/linha_frente.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-474\" src=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/linha_frente.jpg\" alt=\"\" width=\"711\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/linha_frente.jpg 480w, https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/linha_frente-300x89.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 711px) 100vw, 711px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"T_3\">Ao participar numa iniciativa do SOS Racismo e da C\u00e2mara Municipal de Lisboa, Rock&amp;Revolu\u00e7\u00e3o, Aguardela partilha o palco com o antigo Peste &amp; Sida Lu\u00eds Varatojo e fica em ambos a vontade de repetirem. O interesse pela poesia e de explorar outras portugalidades na m\u00fasica, junta Aguardela e Varatojo a outros vocalistas como Rui Duarte (Ramp), Viviane (Entre Aspas), Janelo e Prince Wadada (Kussondulola), Dora (Delfins), corporizando o projecto Linha da Frente, saindo para os escaparates em 2002 o \u00e1lbum radiofonicamente projectado por \u00abN\u00e3o posso adiar o cora\u00e7\u00e3o\u00bb, a partir do original de Ant\u00f3nio Ramos Rosa.<\/p>\n<p class=\"T_3\"><a href=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/naifa_rabat.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-492 alignleft\" src=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/naifa_rabat.jpg\" alt=\"\" width=\"218\" height=\"325\"><\/a>Do trabalho com Varatojo, surgiu o \u00faltimo projecto musical da vida de Jo\u00e3o Aguardela: A Naifa.<br \/>\nA reinven\u00e7\u00e3o do fado, a portugalidade, as batidas contempor\u00e2neas, a voz de Maria Ant\u00f3nia Mendes (Mit\u00f3) nas letras de novos e semi-consagrados poetas portugueses: Rui Lage, Tiago Gomes, Ad\u00edlia Lopes, Jos\u00e9 Lu\u00eds Peixoto, entre outros. Can\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas (2004), Tr\u00eas minutos antes de a mar\u00e9 encher (2006) e Uma inocente inclina\u00e7\u00e3o para o mal (2008), foram aplaudidos pela cr\u00edtica e transformaram mais um projecto de Jo\u00e3o Aguardela (este em co-autoria com Varatojo) em objecto de culto. No caso do \u00faltimo \u00e1lbum, &#8220;Uma inocente inclina\u00e7\u00e3o para o mal&#8221;, havia um segredo que s\u00f3 postumamente seria revelado. Foi Jo\u00e3o Aguardela o autor das letras. Nada dissera aos outros elementos de A Naifa, porque n\u00e3o queria para si esse protagonismo, tendo criado para o efeito uma f\u00e3 que de Espanha &#8220;enviara&#8221; as letras. A essa personagem fict\u00edcia Jo\u00e3o dera o nome MRT, ou seja, Maria Rodrigues Teixeira , o nome da sua av\u00f3.<\/p>\n<p class=\"T_3\"><i>\u00abadoro mentir\/ nada de s\u00e9rio\/ um pequeno engano\/ de quando em vez\/ uma ligeira indisposi\u00e7\u00e3o\/ de acordo com o planeado\/ se n\u00e3o insistires\/ ser\u00e1s perdoado\u00bb. in Uma Ligeira Indisposi\u00e7\u00e3o, A Naifa, 2008. <\/i><\/p>\n<p class=\"T_3\">No \u00faltimo ano e meio antes de morrer, lutou contra o cancro com a imensa dignidade com que sempre esteve na m\u00fasica e na vida. E com o pragmatismo e a sabedoria de quem se habituou a antecipar os tempos. Faleceu a 18 de Janeiro de 2009, no Hospital da Luz, em Lisboa.<\/p>\n<p class=\"T_3\"><b>A ti Jo\u00e3o, estamos eternamente gratos. <\/b><\/p>\n<p class=\"T_3\" style=\"padding-left: 40px;\"><i>\u00abOs dias sem ti\/ S\u00e3o todos iguais\/ S\u00e3o dias sem brilho\/ S\u00e3o dias a mais\u00bb,<br \/>\n<\/i><i><span class=\"T_3\">in Os Dias Sem Ti, Sitiados. <\/span><\/i><\/p>\n<p class=\"T_3\" style=\"text-align: right;\">texto de Ricardo Alexandre (jornalista, amigo do Jo\u00e3o)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia Jo\u00e3o Miguel Antunes Aguardela nasceu em Lisboa ao segundo dia de Fevereiro de 1969. 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