{"id":835,"date":"2024-05-10T09:41:13","date_gmt":"2024-05-10T09:41:13","guid":{"rendered":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/?page_id=835"},"modified":"2025-02-02T00:14:41","modified_gmt":"2025-02-02T00:14:41","slug":"megafone","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/megafone\/","title":{"rendered":"Megafone"},"content":{"rendered":"<h2>Megafone<\/h2>\n\n<div data-mode=\"normal\" data-provider=\"html5\" id=\"arve-html5-\" style=\"max-width:800px;\" class=\"arve\">\n\t<div class=\"arve-inner\">\n\t\t<div class=\"arve-embed\">\n\t\t\t<video autoplay class=\"arve-video fitvidsignore\" controls controlslist=\"\" data-arve=\"arve-html5-\" muted=\"muted by ARVE because autoplay is on\" onloadstart=\"this.volume=1\" preload=\"metadata\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Repisa-video.mp4#t=0.1\"><\/video>\n\t\t\t\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\t<\/div>\n\t\n\t\n\t<script type=\"application\/ld+json\">{\"@context\":\"http:\\\/\\\/schema.org\\\/\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/aguardela.com\\\/blog\\\/megafone\\\/#arve-html5-\",\"type\":\"VideoObject\",\"contentURL\":\"https:\\\/\\\/aguardela.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/05\\\/Repisa-video.mp4\",\"name\":\"Repisa\",\"description\":\"Videoclip projecto Megafone m\\u00fasica Repisa\"}<\/script>\n\t\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">\n<h4>Num patrim\u00f3nio quase extinto, Jo\u00e3o Aguardela junta as recolhas feitas por Michel Giacometti e Jos\u00e9 Alberto Sardinha, misturando samples com instrumentos el\u00e9ctricos e tradicionais, permitindo novas solu\u00e7\u00f5es musicais, criando assim algo de novo, Megafone.<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<h4 dir=\"auto\">Conciliando o novo, a tradi\u00e7\u00e3o e a cultura popular em 4 \u00e1lbuns, Megafone I (1997), Megafone II (1998), Megafone III (2001), Megafone IV (2005).<\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"headline story__headline\"><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<h2 class=\"headline story__headline\">Aprendamos a dan\u00e7ar Megafone<\/h2>\n<div class=\"story__meta\">\n<div class=\"byline-dateline\">\n<div class=\"byline\">\n<address class=\"byline__author\"><span class=\"byline__name\">M\u00e1rio Lopes,<\/span> 30 de Outubro de 2009<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2009\/10\/30\/jornal\/aprendamos-a-dancar-megafone-18103201\">Jornal P\u00fablico<\/a><\/address>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Tudo come\u00e7ou com um vinil de Giacometti. Por causa dele, Jo\u00e3o Aguardela criou o Megafone: quatro \u00e1lbuns em que procurou levar at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias a sua obsess\u00e3o com a m\u00fasica tradicional. Aguardela morreu em Janeiro, a associa\u00e7\u00e3o Megafone 5 perp\u00e9tua a obra. Dia 4, h\u00e1 festa de homenagem no Centro Cultural de Bel\u00e9m. M\u00e1rio Lopes<\/p>\n<p>Ele cantava coisas como &#8220;o meu bairro \u00e9 festivo \/ o meu bairro \u00e9 alegre \/ o meu bairro \u00e9 Portugal&#8221;. Lembram-se certamente. Os anos 1990 ali no in\u00edcio e Jo\u00e3o Aguardela, nos Sitiados, a atirar fados e m\u00fasica popular rock dentro, a p\u00f4r o pessoal a exercitar o mosh com can\u00e7\u00f5es sobre marinheiros, a comentar a actualidade social com letra que parecia retirada do cancioneiro popular: &#8220;Na cabana do pai Tom\u00e1s \/ toda a mo\u00e7a prendada \/ ainda que casada \/ rebolava naqueles sof\u00e1s&#8221; &#8211; e eis como o badalado caso Taveira se transformava em folhetim rural de esc\u00e2ndalos e coscuvilhices.<\/p>\n<p>Nos Sitiados primeiro, depois na Linha da Frente, o projecto em que, com Lu\u00eds Varatojo, reuniu m\u00fasicos e cantores para dar novo enquadramento a poetas portugueses, e depois ainda, prosseguindo com Varatojo, n&#8221;A Naifa, onde o fado se reveste de sons e de versos de agora, Jo\u00e3o Aguardela sempre procurou isto: o portugu\u00eas que existe na m\u00fasica portuguesa, um ponto de contacto entre o que existe hoje e aquilo que somos h\u00e1, pelo menos, uns bons pares de s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Nos Sitiados, nos Linha da Frente e n&#8221;A Naifa f\u00ea-lo de forma bastante vis\u00edvel &#8211; erguido a estrela pop nos primeiros, destacado &#8220;ide\u00f3logo&#8221;, compositor e letrista nos \u00faltimos. Entre uns e outros, contudo, existe uma outra coisa. Pessoal e definitivamente transmiss\u00edvel. Um espa\u00e7o mais \u00edntimo, um ve\u00edculo onde levou &#8220;at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias&#8221; a sua obsess\u00e3o com a m\u00fasica tradicional. Chamou-lhe Megafone: quatro \u00e1lbuns, editados entre 1997 e 2006, em que as recolhas de Michel Giacometti e Jos\u00e9 Alberto Sardinha se cobriam de ritmos house ou drum&#8221;n&#8221;bass, se adaptavam a teclados fervilhantes e dan\u00e7avam entre acorde\u00f5es e vibrafones. Neles, Aguardela desmistificou uma vis\u00e3o folcl\u00f3rica da tradi\u00e7\u00e3o e, com carinho iconoclasta, retirou-a da sua veneranda clausura.<\/p>\n<p>Aguardela dizia que o trajecto de Megafone se completaria com o quinto \u00e1lbum. Tinha um em falta quando morreu, aos 39 anos, a 18 de Janeiro de 2009. Mas haver\u00e1 um Megafone 5. Ou melhor, j\u00e1 existe um Megafone 5. \u00c9 um site (www.aguardela.com) de homenagem a Jo\u00e3o Aguardela, com material biogr\u00e1fico e recolhas de imprensa, em que est\u00e3o dispon\u00edveis para download gratuito os quatro \u00e1lbuns do projecto. \u00c9, tamb\u00e9m, a for\u00e7a motriz dos Pr\u00e9mios Megafone que, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores, distinguir\u00e3o anualmente um m\u00fasico ou uma banda (Pr\u00e9mio Megafone M\u00fasica) e uma &#8220;entidade n\u00e3o musical&#8221; (Pr\u00e9mio Megafone Miss\u00e3o).<\/p>\n<p>Os pr\u00e9mios ser\u00e3o apresentados na pr\u00f3xima quarta-feira, 4 de Novembro, no Centro Cultural de Bel\u00e9m. Dia de festa. A partir das 21h, sobem ao palco do Grande Audit\u00f3rio A Naifa, Gaiteiros de Lisboa, Dead Combo e O&#8221;queStrada. A homenagem, neste caso, \u00e9 t\u00ea-los juntos num concerto: &#8220;\u00c9 um grupo de pessoas que o Jo\u00e3o gostaria de ver reunidas numa noite&#8221;, diz-nos Sandra Baptista, companheira de Aguardela, acordeonista dos Sitiados. &#8220;N\u00e3o sabemos o que far\u00e1 cada uma das bandas&#8221;, acrescenta Lu\u00eds Varatojo. &#8220;Nada foi imposto. Achamos, e o Jo\u00e3o tamb\u00e9m achava, que aquilo que fazem j\u00e1 \u00e9 Megafone&#8221;. &#8220;M\u00fasica para uma nova tradi\u00e7\u00e3o&#8221;, diria ele &#8211; mote perfeito, portanto, para aquilo que evoca o concerto, para aquilo que se ouve na m\u00fasica deste Megafone que urge (re)descobrir.<\/p>\n<h4>&#8220;Sentia-se rid\u00edculo a tocar um blues&#8221;<\/h4>\n<p>Tudo come\u00e7ou com um disco de vinil de Michel Giacometti comprado na Feira da Ladra: &#8220;Alentejo: M\u00fasica Instrumental e Vocal&#8221;. O interesse de Jo\u00e3o Aguardela pela m\u00fasica tradicional n\u00e3o come\u00e7ou ali, mas foi ali, dir\u00edamos, que nela se embrenhou definitivamente. &#8220;Quando entrou no mundo tradicional, mergulhou completamente numa portugalidade com que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha tido contacto&#8221;, recorda Sandra Baptista. &#8220;Tornou-se quase um v\u00edcio&#8221;, continua: &#8220;Ficou viciado em ouvir e em perceber como transportar aquilo que ouvia para os dias de hoje&#8221;. Lu\u00eds Varatojo vai mais fundo: &#8220;Descobria ali a sua m\u00fasica. E isso, descobrires a tua forma de express\u00e3o na arte, \u00e9 raro e impag\u00e1vel. Sentia-se rid\u00edculo se tivesse de tocar um blues; ali n\u00e3o, porque sentia que &#8220;era&#8221; aquilo&#8221;.<\/p>\n<p>Retrospectivamente, o que ouvimos nestes quatro Megafone? Um trabalho em constante evolu\u00e7\u00e3o, em que as formas mais agrestes da house e do jungle come\u00e7am a ganhar calor org\u00e2nico e outras express\u00f5es, em que as vozes das recolhas passam a conviver com a voz de Aguardela, que escolhia para si as letras que, como explicava ao P\u00daBLICO em 1999, quebrassem &#8220;uma ideia formada sobre o que \u00e9 cantado na m\u00fasica tradicional, com temas muito limpinhos e arranjadinhos&#8221;: &#8220;H\u00e1 textos em que me sinto mais pr\u00f3ximo do universo dos M\u00e3o Morta do que propriamente da tradi\u00e7\u00e3o&#8221;, confessava ent\u00e3o. Este ponto \u00e9 essencial: quebrar ideias feitas, reconstruir, descobrir novos sentidos. Tudo resumido nisto que, tamb\u00e9m em 1999, declarou ao &#8220;Jornal de Not\u00edcias&#8221;: &#8220;Estes discos podem ser vistos como folclore, pois a alternativa a eles \u00e9 n\u00e3o fazer nada. Se tivermos uma atitude demasiado respeitosa arriscamo-nos a n\u00e3o ir longe. E isso n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o para mim&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Intuitivo&#8221;, &#8220;curioso&#8221;, met\u00f3dico na pesquisa e c\u00e9lere na concretiza\u00e7\u00e3o das ideias, via a m\u00fasica de Megafone, aponta Sandra Baptista, &#8220;como um momento fotogr\u00e1fico&#8221; &#8211; &#8220;sem receio de ficar mal na fotografia ou com a fotografia distorcida&#8221;.<\/p>\n<p>Tiago Pereira, realizador de &#8220;Tradi\u00e7\u00e3o Oral Contempor\u00e2nea&#8221;, videasta que se dedica a explorar pontes entre tradi\u00e7\u00e3o e modernidade &#8211; como no espect\u00e1culo multim\u00e9dia &#8220;Mandr\u00e1gora&#8221;, onde mezinhas e cantares tradicionais encontravam eco na m\u00fasica de T\u00f3 Trips ou Tiago Guillul -, destaca que o trabalho de Aguardela em Megafone era mais profundo do que a pr\u00f3pria m\u00fasica: &#8220;O que ele fazia era passar um pensamento, mais do que um mero espect\u00e1culo musical&#8221;. Para al\u00e9m da m\u00fasica, portanto: &#8220;Quando ele faz Megafone surpreende, tal como [o artista vanguardista] Ernesto Sousa, quando em 1969 traz a primeira exposi\u00e7\u00e3o da [artes\u00e3] Rosa Ramalho, de Barcelos, a Lisboa e a p\u00f5e numa galeria com o Juli\u00e3o Sarmento ou o Fernando Calhau&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1997, quando foi editado o primeiro Megafone, ningu\u00e9m estava preparado para aquilo: projec\u00e7\u00f5es v\u00eddeo de pastores e trabalhadores no campo, os ritmos a atirarem-se sobre as melodias e o p\u00fablico, embasbacado, sem saber como reagir. Sandra diz-nos que nos concertos, em Portugal, nem por uma vez o p\u00fablico dan\u00e7ou. Olhava-se em volta \u00e0 procura de um sinal &#8211; &#8220;Como se dan\u00e7a Megafone?&#8221;, pergunta retoricamente Sandra Baptista. &#8220;Era preciso aprender ou inventar&#8221;, responde Lu\u00eds Varatojo.<\/p>\n<h4>M\u00fasica tradicional mutante<\/h4>\n<p>Em conversa com o \u00cdpsilon, Carlos Guerreiro, dos Gaiteiros de Lisboa, n\u00e3o demora muito a sentenciar: &#8220;Parece-me que o povo portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 grande dan\u00e7arino&#8221;. Culpa o &#8220;processo de folcloriza\u00e7\u00e3o iniciado nos anos 1930, em que tudo foi reduzido aos ranchos folcl\u00f3ricos, e a m\u00fasica come\u00e7ou a ser feita de forma parada e cristalizada&#8221;. Ou seja, mesmo existindo muito que dan\u00e7ar na m\u00fasica tradicional portuguesa, roubaram-nos a &#8220;espontaneidade&#8221;: &#8220;\u00c9 sempre preciso algu\u00e9m que ensine, n\u00e3o h\u00e1 o chegar e dan\u00e7ar, como n\u00e3o h\u00e1 o chegar e tocar&#8221;. Mais. Entre a &#8220;folcloriza\u00e7\u00e3o&#8221;, aquilo que Guerreiro classifica como &#8220;a subjuga\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o a uma ideia de poder&#8221; &#8211; Estado Novo, pois claro -, e um oposto que o confrontou, &#8220;o lado Giacometti&#8221;, &#8220;mas que tamb\u00e9m criou os seus \u00edcones e as suas falsidades&#8221;, sobra uma zona difusa, que \u00e9 onde tudo se renova, que \u00e9 onde n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para diabolizar ou sacralizar.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente a\u00ed que encontramos os Gaiteiros de Lisboa, \u00e9 precisamente a\u00ed que, apesar de tudo o que os separa, est\u00e1 o Megafone: &#8220;O facto de termos abordagens diferentes sobre a mesma coisa n\u00e3o \u00e9 suficiente para que haja diverg\u00eancia no nosso trabalho&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>&#8220;O Megafone \u00e9 um dos irm\u00e3os de uma fam\u00edlia maior, a m\u00fasica tradicional mutante&#8221;. \u00c9 assim que Ant\u00f3nio Pires, jornalista e cr\u00edtico musical, autor do blogue &#8220;Ra\u00edzes e Antenas&#8221;, enquadra a obra do Megafone. Faz parte de uma fam\u00edlia de criadores a que pertencem, por exemplo, a Banda do Casaco que, nos anos 1980, gravou com a pastora beir\u00e3 Ti Chitas, ou os S\u00e9tima Legi\u00e3o, que, em &#8220;Sexto Sentido&#8221;, fundiram tradi\u00e7\u00e3o com electr\u00f3nicas. Tudo gente que, como recorda Ant\u00f3nio Pires, seguiu a preceito um aforismo de Gustav Mahler: &#8220;A tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 a transmiss\u00e3o do fogo e n\u00e3o a adora\u00e7\u00e3o das cinzas&#8221;. No caso de Megafone, v\u00ea-se ali &#8220;um trabalho de desconstru\u00e7\u00e3o iconoclasta, mas isso s\u00f3 acontece quando se ama profundamente a m\u00fasica tradicional&#8221;. Caso contr\u00e1rio, acentua, &#8220;faria essa &#8220;desconstru\u00e7\u00e3o&#8221;, por exemplo, com os Einst\u00fcrzende Neubauten e can\u00e7\u00f5es de pigmeus africanos&#8221;.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Aguardela, ele que se sentia rid\u00edculo a tocar um blues, nunca o faria. &#8220;Quando toco o Megafone ao vivo, sinto-me um pouco como aqueles artes\u00e3os que trabalham \u00e0 frente do p\u00fablico nas feiras de artesanato&#8221;. Moldada a mat\u00e9ria perante os nossos olhos, resta-nos dar o pr\u00f3ximo passo. A obra est\u00e1 a\u00ed, dispon\u00edvel para ser fru\u00edda e para inspirar novos futuros. \u00c9 tempo de a aproveitar. Tempo de dan\u00e7ar Megafone.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Megafone &nbsp; Num patrim\u00f3nio quase extinto, Jo\u00e3o Aguardela junta as recolhas feitas por Michel Giacometti e Jos\u00e9 Alberto Sardinha, misturando samples com instrumentos el\u00e9ctricos e tradicionais, permitindo novas solu\u00e7\u00f5es musicais, &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-835","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=835"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/835\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1064,"href":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/835\/revisions\/1064"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aguardela.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}